Dark Horse: perícia aponta que mais de 70% dos R$ 75 milhões foram gastos nos Estados Unidos
Laudo contratado pela Go Up Entertainment afirma não ter identificado desvio de recursos públicos para financiar o longa e detalha despesas realizadas no Brasil e no exterior

Uma perícia contratada pela produtora Go Up Entertainment aponta que mais de 70% dos recursos utilizados na produção do filme “Dark Horse” foram gastos nos Estados Unidos. Dos cerca de R$ 75 milhões movimentados para a realização do longa, R$ 54 milhões teriam sido utilizados em território americano, enquanto R$ 20,92 milhões foram gastos no Brasil.
Segundo o relatório entregue à Polícia Civil de São Paulo, 100% dos recursos destinados à obra teriam vindo da Havengate Development Fund LP. O perito Anisio Castelo Branco afirmou que não identificou transferências de recursos provenientes de projetos públicos do Instituto Conhecer Brasil para o financiamento do filme. A ONG é vinculada a Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora.
A investigação também busca rastrear cerca de R$ 61 milhões que teriam sido repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o longa e apurar possíveis irregularidades. Nesta semana, o ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a Polícia Federal a acessar dados da operação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. O inquérito tramita sob sigilo.


