Voto contra o Gás do Povo reacende debate sobre realidade social
Defesa apresentada por um deputado entra em choque com a pobreza energética no país

A defesa apresentada por um deputado para justificar o voto contrário ao programa Gás do Povo reacendeu o debate sobre a distância entre o discurso político e a realidade vivida por milhões de brasileiros. Entre os argumentos, estão críticas ao formato do programa, à forma de distribuição do benefício e à suposta perda de autonomia das famílias atendidas.
As explicações, no entanto, encontram resistência diante de um cenário ainda comum em várias regiões do país: famílias que seguem cozinhando à lenha por não conseguirem arcar com o custo do botijão de gás. A imagem de uma mulher nordestina, já idosa, carregando lenha para preparar as refeições, simboliza essa realidade persistente.
O Gás do Povo, já aprovado pelo Congresso Nacional, garante a gratuidade do botijão de 13 quilos para famílias inscritas no Cadastro Único com renda per capita de até meio salário mínimo e tem previsão de beneficiar mais de 15 milhões de brasileiros. O objetivo da política é enfrentar a pobreza energética e ampliar a proteção social.
Embora o debate sobre modelos de execução seja legítimo, o voto contrário ao programa provocou críticas por desconsiderar a urgência social enfrentada por quem depende do fogo de lenha para cozinhar.


