Milei aprova reforma que flexibiliza direitos enquanto Lula defende fim da escala 6x1
Argentina avança com mudanças trabalhistas; no Brasil, governo prioriza redução da jornada semanal

O Senado da Argentina aprovou, na madrugada desta quinta-feira (12), a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. O texto recebeu 42 votos favoráveis e 30 contrários e agora segue para a Câmara dos Deputados. A proposta flexibiliza contratos, reduz indenizações e facilita demissões.
O governo argentino afirma que as mudanças são necessárias para estimular a formalização em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. Já a oposição e sindicatos criticam a medida e apontam risco de precarização, em meio a um cenário de estagnação econômica e fechamento de empresas. Durante a votação, houve protestos e confronto entre manifestantes e policiais nas proximidades do Congresso, em Buenos Aires.
Desde que Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023, dados apontam a perda de aproximadamente 300 mil empregos formais no país, principalmente nos setores da construção civil e da indústria.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue caminho oposto. O governo incluiu entre as prioridades de 2026 o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, proposta em debate no Senado. A iniciativa conta com apoio da base governista e é defendida como medida para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.


