Irã condena primeira mulher à morte por participação em protestos contra o regime

Francisco Ronyérick • 16 de abril de 2026

Caso de Bita Hemmati amplia críticas internacionais sobre uso da pena de morte como repressão política

O governo do Irã condenou à morte a primeira mulher por envolvimento nos protestos contra o regime iniciados no último ano. Bita Hemmati foi sentenciada junto ao marido e outros dois homens por um Tribunal Revolucionário de Teerã, sob acusações de ataques contra forças de segurança e atuação em favor dos Estados Unidos.


De acordo com relatos de organizações de direitos humanos, o grupo teria lançado blocos de concreto de um prédio durante as manifestações. Ainda não há data definida para a execução. O caso reforça o cenário de repressão no país, onde ao menos sete pessoas já foram executadas por envolvimento nos protestos.



Entidades internacionais acusam o regime iraniano de utilizar a pena de morte como instrumento de intimidação, além de denunciar práticas como confissões forçadas e pressão psicológica sobre presos. Relatórios apontam que mais de 1.600 pessoas foram executadas no país nos últimos 12 meses, incluindo 48 mulheres, em meio a um contexto de milhares de mortes e prisões durante as manifestações.

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