Indicados por Bolsonaro devem assumir comando do TSE pela primeira vez em eleição geral

Mendes Rodrigues • 14 de abril de 2026

Kassio Nunes Marques deve presidir a Corte e conduzir o processo eleitoral de 2026 ao lado de André Mendonça

A antecipação da saída da ministra Cármen Lúcia da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abre espaço para uma mudança inédita no comando da Corte durante uma eleição geral. Pela primeira vez, ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro devem liderar o tribunal responsável pela organização do pleito.


O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve assumir a presidência do TSE já em maio, após eleição interna prevista para a próxima terça-feira (14). Ele ficará à frente da condução das eleições de 2026, cujo primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro. Ao seu lado, o ministro André Mendonça deve ocupar a vice-presidência.


A saída antecipada de Cármen Lúcia, antes prevista para junho, foi justificada como uma medida para garantir maior estabilidade administrativa e evitar transições próximas ao período eleitoral. A escolha da nova cúpula segue tradição interna da Corte e tende a ser formalizada sem disputas.



No comando do TSE, Nunes Marques terá papel central na organização das eleições, incluindo a supervisão da logística das urnas eletrônicas, o julgamento de ações relacionadas ao processo eleitoral e o enfrentamento à desinformação durante o pleito.

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