Há 35 anos, o Ceará se despedia de César Cals
Ex-governador, senador e ministro de Minas e Energia marcou a política cearense e nacional durante o período do regime militar

Há 35 anos, o Ceará se despedia de uma de suas figuras políticas mais influentes do século XX: César Cals de Oliveira Filho. Nascido em Fortaleza em 30 de dezembro de 1926, ele construiu uma trajetória que uniu carreira militar, formação acadêmica em engenharia e forte atuação na política brasileira. César Cals faleceu em 10 de março de 1991, aos 64 anos, vítima de um ataque cardíaco.
Formado em Engenharia Elétrica pelo Instituto Militar de Engenharia e em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, iniciou sua trajetória profissional no Exército e também atuou como professor e gestor em importantes órgãos ligados ao setor energético. Trabalhou no Departamento de Energia da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste por indicação do economista Celso Furtado, além de ocupar cargos de direção em empresas do setor elétrico, incluindo a Eletrobras.
Na política, foi escolhido governador do Ceará em 1970 pelo então presidente Emílio Garrastazu Médici, exercendo o mandato entre 1971 e 1975. Posteriormente, tornou-se senador da República em 1979 e, no mesmo período, assumiu o Ministério de Minas e Energia no governo do presidente João Figueiredo.
Durante sua gestão no ministério, foi um dos responsáveis pela expansão da política energética nacional, incluindo o fortalecimento do Programa Nacional do Álcool e avanços na produção de petróleo no país. Também participou de importantes inaugurações no setor elétrico, como a da Usina Hidrelétrica de Itaipu, considerada uma das maiores do mundo.
César Cals também integrou, ao lado de Virgílio Távora e Adauto Bezerra, um dos grupos mais influentes da política cearense durante o regime militar. Ao longo de sua trajetória, deixou ainda um legado político familiar, sendo pai dos ex-deputados César Cals Neto e Marcos Cals.


