Documentário usou laudo falso para atacar Maria da Penha, aponta Ministério Público

Francisco Ronyérick • 11 de março de 2026

Ex-marido da ativista e outros três homens viraram réus por campanha de ódio e tentativa de descredibilizar a lei que leva o nome da farmacêutica cearense.

A Justiça aceitou denúncia do Ministério Público do Ceará contra quatro homens acusados de promover uma campanha de ataques contra a ativista Maria da Penha. Entre os réus está o ex-marido dela, Marco Antônio Heredia Viveiros, já condenado por tentativa de homicídio.


Segundo o Ministério Público, o documentário “A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha”, produzido pela empresa Brasil Paralelo, utilizou um laudo adulterado de exame de corpo de delito para sustentar a versão de inocência de Heredia e atacar a honra da ativista.


A perícia concluiu que o documento apresentado foi montado e incluía informações que não existiam no laudo original, como supostas lesões no pescoço e no braço do acusado.



Além do ex-marido, também viraram réus um influenciador digital, o produtor do documentário e o editor e apresentador da obra. De acordo com a denúncia, o grupo atuou de forma organizada nas redes sociais, utilizando conteúdo ofensivo, notícias falsas e perseguição virtual para descredibilizar Maria da Penha e a lei de proteção às mulheres.

Por Francisco Ronyérick 11 de março de 2026
Imagem foi registrada horas antes do bombardeio a uma escola em Minab e passou a circular nas redes sociais como símbolo da tragédia.
Por Francisco Ronyérick 11 de março de 2026
Pontífice pede denúncias e defende educação e união das instituições para prevenir agressões