Desinformação tenta distorcer história de Maria da Penha, vítima de duas tentativas de feminicídio

Mendes Rodrigues • 9 de março de 2026

Caso que deu origem à Lei Maria da Penha volta a ser alvo de fake news nas redes sociais, apesar de provas judiciais e reconhecimento internacional

Circula nas redes sociais a afirmação de que Maria da Penha Maia Fernandes nunca teria sido agredida e que teria ficado paraplégica após um assalto. A informação é falsa e já foi desmentida diversas vezes por processos judiciais, investigações oficiais e pelo próprio Instituto Maria da Penha.


O caso aconteceu em 1983, quando o então marido, Marco Antonio Heredia Viveros, atirou nas costas de Maria da Penha enquanto ela dormia, deixando-a paraplégica. Meses depois, após ela retornar para casa depois de cirurgias e tratamentos, o agressor a manteve em cárcere privado por cerca de 15 dias e ainda tentou eletrocutá-la durante o banho, em uma segunda tentativa de feminicídio.


A versão inicial apresentada pelo agressor à polícia, de que tudo teria sido resultado de um assalto, foi desmentida por perícias e pela investigação. Após anos de batalha judicial e pressão internacional, Marco Antonio foi condenado pela Justiça brasileira, sendo preso apenas em 2002. A repercussão do caso levou à criação da Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, marco fundamental no combate à violência contra a mulher no Brasil.



Mesmo com os fatos comprovados e reconhecidos inclusive por organismos internacionais, versões falsas continuam circulando na internet com o objetivo de descredibilizar a vítima e sua história. Especialistas alertam que esse tipo de desinformação enfraquece o combate à violência doméstica e desrespeita a luta de milhares de mulheres que enfrentam situações semelhantes.

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