Defesa de Bolsonaro quer provar “alucinação” no rompimento da tornozeleira
Equipe prepara novos recursos no STF e estuda levar o caso à Corte Interamericana

A defesa de Jair Bolsonaro afirmou que vai solicitar uma declaração oficial da médica responsável para comprovar os efeitos dos medicamentos tomados pelo ex-presidente, como pregabalina e sertralina. A estratégia busca reforçar a versão apresentada na audiência de custódia, quando Bolsonaro alegou ter sofrido um “surto” que o levou a romper a tornozeleira eletrônica.
A justificativa difere do relato inicial feito à diretora do Cime, Rita Gaio, ainda na madrugada do episódio, quando Bolsonaro disse ter tentado abrir o dispositivo “por curiosidade”. A perícia confirmou que houve violação deliberada, com uso de material de soldagem, fundamentando a decisão do ministro Alexandre de Moraes de transferi-lo da prisão domiciliar para a sede da Polícia Federal.
Na trama golpista, a defesa apresentará até sexta-feira (28) um embargo infringente, mesmo sem perspectiva de êxito, para reforçar argumentos futuros em ações de revisão criminal no próprio STF. A equipe também avalia recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos.


