18 anos sem Waldick Soriano: o cantor que transformou sofrimento e paixão em grandes sucessos
Ícone da música romântica popular brasileira morreu em 4 de setembro de 2008, aos 75 anos, e deixou canções que atravessam gerações

Há 18 anos, o Brasil se despedia de Waldick Soriano, um dos artistas mais marcantes da música romântica popular. Nascido Eurípedes Waldick Soriano, em Caetité, na Bahia, o cantor morreu em 4 de setembro de 2008, no Rio de Janeiro, aos 75 anos, vítima de complicações de um câncer de próstata.
Antes de conquistar o país com sua voz e seu estilo inconfundível, Waldick enfrentou uma trajetória de dificuldades. Trabalhou como lavrador, engraxate e garimpeiro até encontrar na música o caminho que mudaria sua vida. A partir da década de 1950, começou a ganhar espaço e se tornou conhecido pelas canções marcadas por histórias de amor, abandono, sofrimento e paixão.
Com roupas escuras, chapéu e óculos escuros, Waldick também criou uma identidade visual que se tornou sua marca registrada. Entre seus maiores sucessos estão “Eu Não Sou Cachorro, Não”, “Tortura de Amor”, “A Dama de Vermelho”, “Paixão de um Homem”, “A Carta” e “Perfume de Gardênia”.
Mesmo enfrentando durante décadas o preconceito contra artistas identificados com os gêneros chamados de “brega” ou “cafona”, Waldick conquistou milhões de admiradores e se consolidou como um dos grandes nomes da música popular brasileira.
Em 2022, seus restos mortais foram trasladados para Caetité, sua cidade natal, onde passaram a descansar ao lado de familiares. Dezoito anos após sua morte, Waldick Soriano continua vivo na memória do público por meio de suas músicas, de seu estilo e de um legado que atravessa gerações.


